Me esqueci

Perdoem-me no post anterior eu me esqueci também de que as desveladas não gostam que lhe atribuem a denominação que carregam orgulhosamente em marcha, por isso, de agora em diante vou chamar a marcha de marcha das puritanas, pois sendo assim que querem ser vistas, talvez as pobres moças, sedentas de uma vida religiosa, só queriam participar da missa com os seios de fora, assim como Eva podia se sentir antes de entregar seus ouvidos ao demônio. 

Agora sim, posso ir dormir em paz deixando a garagem e porta de casa abertas, pois sei que luto pelos meus direitos e deixarei o código penal na entrada para que ilustre quem quiser violá-los.

Meu Direito

Todo mundo possui o direito de ir aonde quiser sem ser incomodado, eu acredito que é meu direito desfrutar  de uma viagem ao belíssimo Iraque, acredito que é direito meu passear de ferrari na rocinha, direito meu entrar na cerca do leão, tecer ousados comentários negativos ao Maguila na frente dele, acredito sim que todo mundo é perfeito e respeitador de minhas vontades e por fim, acredito poder seguir minha religião sem ser incomodado por vadias puritanas, mas infelizmente elas não acreditam nisso.

O que eu não posso acreditar é que não me achem estúpido por isso, mas é isso que as vadias puritanas querem, tal demanda é a mais inalcançável por alguém que corre todos os riscos desse mundo decaído para continuar se desvestindo, nem mesmo a demanda de que querem vestir-se provocativamente sem provocar ninguém pode superar tal nível de idealismo.

Místicos

Na Idade Média, o nobre que possuia poder econômico fazia-se ouvir, na república, o poder econômico se distribuiu entre milhares de empreendedores e o poder político entre vários parlamentares, mas os interesses dos aristocratas continuam ser a sua manutenção no poder e o do rei, de ganhar com o poder. Não aqui importa o heróismo pessoal de se abrir uma empresa e manter alto número de caros empregados, tarefa que só reserva o mercado às empresas de forte capital e exclui a de pequeno capital da competição. Existe muitas razões pelo qual o truísmo de que importação destruiria a economia é falso:

  • Desemprego: Não se vende para quem não pode comprar. Se houver desemprego, baixa o poder de consumo da população e as importações diminuiriam. Além de que a absência de compra causa a desvalorização e portanto prejuízo para a importante e um consumidor mais contente, o único desemprego enfim, será os dos lobistas.
  • Reflexo na academia: como o acadêmico brasileiro é treinado para ocupar vaga no Estado, agora haverá a finalidade de ser para a entrada no mercado e atender o consumidor. Essas milhares de pessoas que sabem exatamente como o Estado deve gastar o dinheiro mas não sabe como ganhar dinheiro para pagar impostos vai ter de abandonar a mordomia.
  • As indústrias vão parar de investir em lobby e investir em tecnologia para tornarem-se competitivas no mercado, o preço de um carro de segunda poderá vir a ser mais barato que o importado e não significa que a indústria, por mais atrasada que seja a brasileira sumirá completamente.
  • Como o Brasil tem o trabalhador mais valioso do mundo, algo que faz muitos empregadores não estarem a sua altura, tornando o mesmo um valioso desempregado. As leis trabalhistas vão ter de ser revistas para tornar o país mais competitivo mundialmente, causando ao fim, mais empregos.

Para mais detalhamento. Mas não se pode esperar que um país que se acomodou em si mesmo tenha a capacidade de receber choque tão grande, os incas ao verem os espanhóis discutiam se esses eram viracocha cuna, deuses, assim seremos nós ao vermos a civilização pela primeira vez.