Neurônios

Ninguém é tolo de não imaginar que a repreensão de algo pode resultar em uma super reação, mas ladrões terem as mãos decepadas em alguns lugares do mundo não fazem do furto algo mais louvável e seus praticantes vítimas de intolerância.

Não é compreensível a cadeia imaginada pelos ativistas que a repreensão ao homossexualismo resulte em violência como resultado da religião pois os religiosos são tão homofóbicos quanto condenam outros vícios como o adultério, as drogas e o crime, contudo não se vê estatísticas de violência sobre estes iguais pecadores. Que os homossexuais se auto-categorizem como vítimas especiais é de uma profunda análise na sociedade secular,  já que a posição cristã ensina a não jogar pedras.

Se os ativistas pretendem prender homofóbicos tal qual racistas e passam o dia separando o joio do trigo, enviando homossexuais ao paraíso e pastores ao inferno, no lugar de Deus, acusando pastores e demais religiosos que representam de homofobia não se deve culpar qualquer pensante por um raciocínio simples: de que o movimento da tolerância sexual pretende colocar os seus oponentes políticos em especial os religiosos na cadeia. Isto está longe de soar paranóia a quem possui neurônios suficientes para ligar dois com dois, algo raro no Brasil.

Tribo

Foram ataques preventivos que deram a Israel mais uns anos de sobrevida, o território entre isolacionismo e intervencionismo é bastante nocivo à princípios dogmáticos. O que diferencia liberação de conquista é uma tênue linha melhor adaptada à moderação da religião, que distingue os tiranos dos imperfeitos, e diplomacia marcial vai além, é algo que depende de um olhar clínico na subjetividade humana que faz soar mais razoável usar a URSS como bucha de canhão contra o nazismo que ser a bucha de canhão contra a URSS e o nazismo. Foi essa razoabilidade que depois usou o Islam contra a URSS. É impossível não imaginar que foi uma política diplomática vitoriosa quando os inimigos dos aliados hoje vivem no deserto fardados com farrapos e não possuem o maquinário soviético a seu serviço. Por mais que esse grupo forneça perigo, não é um perigo tão mortal quanto o que foi passado na Guerra Fria, onde a liberdade estava em verdadeiro risco de vida.

Isolacionismo significa o abandono de aliados a lutarem sozinhos contra a união dos maus e por fim lutar e perecer sozinho, foi a posição americana na segunda guerra até pearl harbour, uma loucura que aguarda até ser atacado de fato para poder se defender e não levar as ameaças do inimigo como verdadeiras até o último segundo. Ao pacifista soa razoável o sacrifício budista da humanidade para converter o coração corrupto da natureza humana, onde só há espaço para o darwinista “might makes right“.

O pacifismo foi responsável por todas as mortes do século XX e de hoje, por servirem à ideologia principal, seja ela o comunismo, o nazismo ou o islamismo. O intervencionismo não é o mesmo que imperialismo, e cabe lembrar, que sem o expansionismo romano e britânico as idéias pacifistas teriam a influência de um estilo de vida exótico. Se nem o imperialismo é tão condenável quanto parece, que dirá uma mera intervenção? Sem o mais pior dos intervencionismos, o imperialismo ocupacional, o pacifismo seria uma doutrina seguida apenas por uma tribo de comunalistas pataxós no aguardo da extinção.

Nação Robin Hood

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Título Original: Imoral Além da Redenção.

Por Walter E. Williams

Benjamin Franklin, estatista e signatário da nossa Declaração da Independência, disse: “Somente um povo virtuoso é capaz de liberdade. Conforme nações se tornam corruptas e viciadas, elas tem mais necessidade de senhores.” John Adams, outro signatário, ecoou um enunciado similar: “Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é completamente inadequada ao governo de qualquer outro.” É hoje os americanos virtuosos e morais, ou nós nos tornamos corruptos e viciados? Vamos pensar isso com algumas questões.

Supomos que eu vejo uma idosa vulneravelmente encolhida numa calorosa grelha em um inverno mortal. Ela está com fome e com necessidade de abrigo e atenção médica. Para ajudar a mulher, eu caminho até você usando de intimidação e ameçaas e demando que você me dê $200. Tendo tomado seu dinheiro, então eu compro comida, abrigo e assistência médica à mulher. Serei eu ser culpado de um crime? Uma pessoa moral irá responder afirmativamente. Eu cometi furto por tomar a propriedade de uma pessoa e dar a outra.

A maioria dos americanos iria concordar que seria furto sem levar em conta o que eu fiz com o dinheiro. Agora vem a parte difícil. Continuaria sendo furto se eu fosse capaz de convencer três pessoas a concordar que eu deveria tomar seu dinheiro? E se eu conseguisse 100 pessoas a concordar – 100,000 ou 200 milhões de pessoas? E se invés de pessoalmente tomar seu dinheiro para dar assistência à mulher, eu me juntasse com outros americanos e demandasse ao Congresso a usar os agentes de Serviço de Renda a tomar seu dinheiro? E outras palavras, pode um ato que é claramente imoral e ilegal quando realizado privadamente se tornar moral quando é feito legalmente e coletivamente? Colocando de outra forma, a legalidade estabelece moralidade? Antes de responder, tenha em mente que escravidão era legal; apartheid era legal; as leis nazistas de Nuremberg eram legais; e os purgos estalinistas e maoistas eram legais. Legalidade sozinha não pode ser o guia de pessoas morais. A questão moral é se é correto tomar o que pertence à uma pessoa para dar a outra o que não lhe pertence.

Não me entenda errado. Eu pessoalmente acredito que prestar assistência ao próximo em necessidade tirando do próprio bolso é louvável e loureável. Fazendo o mesmo tirando do bolso alheio é despicável, desonesto e digno de condenação. Algumas pessoas chamam as doações do governo caridade, mas caridade e furto legalizado são duas coisas inteiramente diferentes. Mas no que concerne à caridade, James Madison, o conhecido pai da nossa Constituição, disse, “Caridade não é parte do dever legislativo do governo.” Ao meu conhecimento, a Constituição não foi amendada para incluir caridade como um dever legislativo do Congresso.

Nossa atual crise econômica, tanto quanto a européia, é um resultado direto de uma conduta imoral. Pelo menos dois-terços à três-quartos do nosso orçamento pode ser descrito como o Congresso tomando a propriedade de um americano e dando a outro. Segurança Social, Cuidado Médico são responsáveis por aproximadamente metade do gasto federal. E então há o bem estar das corporações e subsídios agrários e milhares de outros programas de gastos, como vale alimentação, bem estar e educação. De acordo com o Departamento do Censo de 2009, aproximadamente 139 milhões de americanos – 46 por cento – recebe doações de um ou mais programas do governo, e aproximadamente 50 por cento não tem obrigações tributárias.

Em face de nossa calamidade financeira, o que nós estamos debatendo? Não é sobre a redução ou eliminação da conduta imoral que está nos levou aonde estamos. É sobre como nós vamos pagar por ela – nominalmente, tributando o rico, sem entender que mesmo se o Congresso impusesse um imposto de 100 por cento naqueles que ganham mais que $250,000 por ano,somente daria para manter o governo funcionando por 141 dias.

Ayn Rand, no seu livro A Revolta de Atlas, nos lembra que “Quando você dá como mal os meios de sobrevivência, não espere que os homens permaneçam bons.”

Traduzido daqui.

Insanidade

Nenhum defensor da pena de morte a deseja que seja aplicada sem última diligência, claro que havendo dúvida não se deve punir. Todavia, havendo a certeza, como em vários casos (dos Nardoni, da Richthofen, do púbere que ateou fogo na dentista) e em vários outros em que é absolutamente comprovado que a pessoa fez, não punir com a morte em crimes contra criança, contra família e homicídios brutais é como punir estupro com uma multa de 50 reais.

Tudo o que é humano é suscetível à falibilidade, não há máquina do tempo para devolver o que foi perdido nas prisões, não existe sistema perfeito. E ser contra a pena de morte por essa razão sem ser também contra o aprisionamento substituindo por um sistema de multas mostra que a insanidade tem limites.

Cada vez mais concluo que a absência da pena de morte é a razão principal da taxa de homicídios nacional ser o escândalo que é. Se valorizam a vida de quem não valorizou a vida da vítima, colocam a vida do bandido como de maior valor que a dela, e se os maus entendem essa mensagem não esperem que achem a vida dessas almas puras de igual valor à deles.