Império da Lei

[...]não duvido nada que, se o cidadão tiver em casa um revólver, mesmo que não dê um tiro no assaltante, seja preso e processado inafiançavelmente, enquanto o assaltante, réu primário, servirá pena de dois anos em regime semi-aberto. Tudo sob o império da lei.

Aqui.

O Brasil tem leis interessantíssimas, que vieram com as melhores intenções e rendem situações intrigantes. Por exemplo, como se sabe, se o sujeito for pego matando uma tartaruga protegida, vai preso sem fiança. Em contrapartida, se encher a cara, sair de carro e matar umas quatro pessoas, paga fiança e vai para casa. No caso da tartaruga, alguém raciocinará que é mais negócio matar o fiscal do Ibama, mesmo com testemunhas. Principalmente se estiver um pouco bêbedo, porque aqui é atenuante. É só escapar do flagrante, mostrar ser réu primário, conseguir responder ao processo em liberdade e, com azar, pegar aí seus dois aninhos de cana efetiva (em regime semi-aberto). Portanto, se aqui é mais negócio matar um homem do que uma tartaruga, não brinco.

E aqui.

João Ubaldo Ribeiro.

Estrago

A visão multicultural do mundo também serve aos interesses daqueles que estão na mídia e que prosperam ao explorar os melodramas morais. O mesmo pode ser dito de todos os departamentos universitários voltados para estudos étnicos e sociais, bem como de toda a indústria de assistentes sociais, de especialistas em “diversidades” e da ampla gama de vigaristas que prosperam ao fazer proselitismo racial.

Texto fantástico de Thomas Sowell.

Nelson

A Argentina teve a chance de ter matado o seu rival hoje. Por mais que veja o bem no esporte não sou Nelson Rodrigues, o tapa no rosto histórico foi desperdiçado nos 3 gols perdidos da Argentina, gols que podiam nos der dado o benefício do desencanto: a exemplo recente o brasileiro praticamente forçou o time alemão a uma situação de quase pedir desculpas pela goleada sabendo que se o resultado fosse reverso não haveria similar simulação de esportividade e atitudes só comparáveis à miss universo, motivados pelo orgulho cego, a doce mentira que contamos a nós mesmos, ainda permitimos fazer humor com uma fraca Argentina derrotada com dificuldade nas finais pelo time que nos deu goleada e ainda saimos dizendo que o futebol alemão aprendeu conosco.

Sim, a Alemanha fez tudo certo para merecer e foi eleita pela sorte jogando um futebol lento diante da Argentina e seu latinismo tão trapaceiro quanto o brasileiro, mas era mais simples estudar a dolorosa humilhação em solo nacional que o sofrido processo alemão para o sucesso, transformando isso em matéria para as elites em virtude da complexidade das discussões do primeiro mundo que não atingem a nossa imaginação. Assim como o tênis com Guga e o boxe de Popó, o brasileiro só torce e suporta moral e financeiramente os compatriotas enquanto estes aparecem na mídia, por puro esforço solitário, vencendo, sua fidelidade à pátria é sustentada até o 5° gol, nossos talentos fogem para aprender futebol na europa, onde recebem o apoio e aprendizado necessário, e são chamados a defender a nação de 4 em 4 anos. A nossa situação olímpica é prova do baixo valor que damos à prática esportiva, e com o fim do futebol como arte sagrada, talvez teríamos a maturidade de uma auto-crítica dando atenção ao atletismo como um todo.

Não entendo o sentimento anti-Argentino, talvez seja por não terem transformado sua parte da fronteira em Ciudad del Este, também a amarelinha nunca me encantou, talvez pelo fato dos jogadores que a vi vestirem nunca se encantaram por ela, nisso sou mais palmeirense e italiano que brasileiro, até porque os melhores países do mundo nasceram do separatismo e eu busco manter meu patriotismo em baixa quando ele está em alta (o nacionalismo é a prostituta das ideologias, e não sou fã de doenças venéreas). Ter torcido contra o pensamento mágico, o orgulho imerecido, sendo representado pela Argentina por detalhe é nada mais que dever, afinal, todos nós sabemos que ao fim, Ann Coulter estava certa.

Farm

Ter sufocado a economia tem seus benefícios políticos, ao liberal soa moralmente errado trabalhar para o governo e participar das benesses do aristocratismo do funcionalismo, mas quem condena tal forma de sobrevivência parasitária é também exigida de seguir leis trabalhistas provenientes do fascismo ao participar da força privada, de um lado ou de outro o governo é dono de todo negócio do Brasil, e quem quer comer terá de reconhecê-lo como patrão, a animal farm está estabelecida.