Ainda Sobre o Aborto

2009 Março 8

Dessa vez irei destacar o aborto do caso da menina, eu defendo a descriminalização do aborto, mas isso não significa que acredito que abortos desnecessários como foi o ocorrido sejam defendidos como algo moralmente mais correto.

Se somos de Cristo, temos de revolucionar o pensamento comum, e o pensamento comum apela para um só argumento: O bem estar social.

Ora, se pelo bem estar social eu posso tirar a vida de alguém, vamos matar os filhos dos pobres, os deficientes físicos e mentais, e assim criamos  a nossa tão sonhada sociedade igualitária espartana, que  não tem defeitos e nem demonstrações de fraqueza espiritual.

Sim, pois todos pensam que a menina não suportará o grande mal de que é ter um filho vindo do estupro, mas será que isso é razão para matá-los? Isso com o tempo e talvez um tratamento passa e é superado, impedir a vida de inocentes é permanente. Mesmo que esses inocentes venham a sofrer depois, isso também pode ser superado, estão colocando dores passageiras como mais grave que a morte.

Pior é o repúdio à inocentes que nada tem a ver com o crime pelo qual nasceram, a futura pessoa é tratada como uma extensão do crime que deve ser eliminada para o bem estar da vítima, o que é incorreto. Antes da Igreja excomungar os médicos, os médicos excomungaram os bebês da sociedade.

Por mais que digam que a vida se inicia com o que quer que seja, nosso dever como seres conscientes é proteger a vida desde quando projeto, desde a sua possibilidade de vir a existir, se somos capazes de assim fazê-lo, porque não fazer?

Os pais decidiram  pelo aborto, o médico o fez, a lei os isentou de punição, mas Deus está acima dessas leis que para Ele são vãs, são produtos sociais que não servem de alicerce moral diante Dele.

Não sei como a ciência ganhou hierarquia moral sobre os homens, não sei como a medicina, ou os cientistas viraram sacerdotes que guiam o que devemos ou não fazer, ou colocar aspectos técnicos amorais acima daquilo que é claramente nobre.

Alguns casos de meninas tendo filhos:

A medicina atual permite que uma mulher dê a luz a oito filhos, o nascimento dos gêmeos era sim possível.

Fato: Eu não me importo com a excomunhão, todo protestante é um excomungado, mas foi bom a Igreja pelo menos dar-lhes o susto que o Estado não deu e levantar o assunto para o bem da sociedade.

E o que fazer quando não se quer os filhos? Apesar do dever moral de cuidar dos filhos por eles não merecerem serem repudiados por algo que não tem culpa, dei algumas soluções em um antigo post.

Agradecimento pelos sites: Marcos Ludwig e Antônio Rayol.

Update: Vale a pena conferir o excelente artigo de Pedro Ravazzano:

Uma resposta leave one →
  1. 2009 Março 8

    Eu acho complicado dizer que o nascimento dos gêmeos seria possível, acredito que embora meninas dessa idade ou menores tenham conseguido parir, cada caso é um caso e essa menina em específico poderia não ter as mesmas chances que as outras.

    Talvez isso tenha sido detectado e por isso o aborto foi feito.

    @Roberto

    A menina não corria risco urgente de vida, os médicos simplesmente abortaram (Até porque foi a pedido da família), não pensaram em cuidar, prestar assistência até que realmente fosse visto algum risco.

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