Festa

E a festa do funcionalismo público não sai impune. Como se explora a produção de riqueza de um país impede-se o progresso tecnológico, e o resultado é a redução da opção de consumo, por isso um funcionário público pode andar com o carro do ano, mas esse carro é do ano passado em outros lugares onde não se festejam tanto, pode comer a melhor carne que o país pode oferecer, mas essa carne é carne de segunda em lugares austeros. A exploração acaba por fim prejudicando o próprio explorador.

O estrangeiro não tem como não ficar feliz em ver um país que nunca irá crescer a ponto de competir com ele, nesse ponto pode se observar a grande estima do Brasil no cenário internacional. 

Mínimo

Um problema constante que os defensores do Estado Mínimo vão possuir será que quanto mais próspera for uma nação, mais dinheiro entrará no caixa para o Estado. Não há Estado que mantenha-se mínimo com uma população que paga mais impostos através do aumento de poder de consumo. O liberalismo tem um método muito mais eficiente para fazer o Estado crescer e não possui freios para a social-democracia, é mera questão de tempo para que seu esquerdismo progressista venha a ser positivado, afinal, os adeptos de uma opressão anti-liberdade como o moralista religioso é freio às teóricas liberdades individuais por amar a liberdade prática, evitando a escravidão causada pelos vícios. O religioso que tira do filho a maconha de sua mão está tirando o livre arbítrio do mesmo, e portanto é um inimigo da liberdade. Não é por menos que libertários acharam bem no Obama, pois ele conquistaria mais liberdades que a direita prometeria. Qualquer crítica à liberalização moral evitando a adequação da consciência individual será proibida em nome da liberdade.

Assim como o comunismo viu na ausência de objetividade uma oportunidade para estabelecer o estatismo sem freios em busca de ser absoluto preenchendo a lacuna do divino, o libertário, nesse mesmo ateísmo que não tem solução para a ausência de objetividade moral, escolhe a rota oposta: Se não há Deus, não há deveres ou dignidade humana a ser protegidos e promovidos pelo Estado, então tudo se resolve no poder da vontade, que faz lei entre partes em forma do absoluto contrato, que modificará a sociedade com o tempo: o canibalismo consentido é imoral hoje, mas com o devido tempo, nossa natureza darwiniana o aceitará. Isso estabelecido, piadas como essa se tornam perigosamente próximas do ideal teórico. É somente o conservador, que direcionará esse dinheiro às funções essenciais, pois vê que Deus não estabeleceu direitos como saúde e educação, e portanto, não possui a tentação de fazer caridade estatal.

Escravos

Você não acharia estranho uma empresa te dar dinheiro para que você compre algo dela? Há muitas revelações se você analisar a circulação de dinheiro no Brasil, quando carros caros chegam apenas uma parcela da população pode pagar por eles, e note que geralmente estão atrelados ao Estado. Os impostos que a indústria paga pela importação é remetido ao salário desses indivíduos que, por ter maior poder econômico que o resto da população, pode comprar o carro. Não é interessante? É claro que esse indivíduos pagam impostos igualmente, mas como são os receptores eles pagam a si mesmos, em um espetáculo de falso pietismo. Adivinha porque são incapazes de apoiarem candidatos a favor de austeridade fiscal.

Ao resto, resta requerir o gratuito estatal, assim como o escravo enriquecia o senhor e recebia em troca de seus serviços comida e moradia gratuita e talvez até educação e saúde, nós pedimos, marchamos e achamos que temos vários direitos, afinal estamos enriquecendo o senhor com nosso dinheiro, pedindo que nos sirva com as melhores moradas e com a melhor comida gratuita enquanto trabalhamos avidamente para torná-lo mais rico. Enfim, o Brasil de hoje continua sendo o país escravagista de sempre, só que dessa vez os escravos estão demandando sê-lo.