
Thomas Sowell nasceu na Carolina do Norte e cresceu no Harlem. Como muitos outros em sua vizinhança, saiu de casa cedo e não terminou a escola secundária. Graduou-se pela Universidade de Harvard em 1958, recebeu seu mestrado em Economia pela Universidade Columbia em 1959 e doutorou-se na mesma área pela Universidade de Chicago em 1968. Trabalhou como economista no início dos '60 e lecionou em diversas universidades dentre elas UCLA e Rutgers. Publicou uma vasta quantidade de livros, artigos, ensaios cobrindo uma ampla gama de assuntos, de teoria econômica clássica a ativismo jurídico, de direitos civis a como escolher a melhor faculdade. Em 1990, recebeu o prêmio Francis Boyer, concedido pelo The American Enterprise Institute. Atualmente Sowell é senior fellow no Hoover Institute, em Stanford, Califórnia. - Crédito: Mídia@Mais
Todo ano nessa época, liberais pró-Estado Inchado se posicionam em frente a multidão de formandos por todo o país e urgem os graduados a fazer a coisa mais nobre possível – tornarem-se Liberais pró-Estado Inchado.
Isso não é como eles literalmente dizem, é claro. Oradores de formaturas expressam grande reverência pelo “serviço público”, como distinto pela restrita “ganância” privada. Usualmente não há o menor sinal de embaraço nesta interesseira celebração dos tipos de carreiras que eles escolheram – sobre e acima as carreiras de outros que meramente nos provê com comida que comemos, com as casas que vivemos, com as roupas que vestimos, e com o socorro médico que salva nossa saúde e nossas vidas.
O que eu gostaria de ver é alguém com bolas para contar a esses estudantes: Você quer ser de algum uso e serviço para os seres humanos? Então deixe os seres humanos te contaram o que querem – não com palavras, mas ao colocar o dinheiro deles onde a boca deles está.
Você quer ver mais pessoas com melhores casas? Construa! Torne-se um construtor ou desenvolvedor – se você puder suportar o riso e o desdenho de seus colegas e professores que tem essas mesmas palavras como repulsivas.
Você deseja ver mais coisas tornarem-se mais acessíveis a mais pessoas? Então descubra meios mais eficientes de produzir as coisas ou meios mais eficientes de transferir essas coisas dos produtores aos consumidores por um custo menor.
Isto é o que um homem chamado Sam Walton fez quando ele criou a Wal-Mart, uma dádiva à pessoas com salários modestos e uma desgraça à intelligentsia de elite. No processo, Sam Walton se tornou rico. Foi esta a “ganância” que você que você ouviu de seus colegas e professores denunciarem tão convencidos? Se sim, foi esta “ganância” que repetidamente trouxe preços para baixo e deste modo trouxe o modo de vida americano para cima.
Voltando ao início do século 20, somente 15 por cento das famílias americanas tinham um vaso sanitário. Não mais que um quarto tinha água-corrente. Somente 3 por cento tinha eletricidade, e 1 por cento tinha aquecimento central. Só uma família americana em uma centena possuia um automóvel.
Por volta de 1970, a vasta maioria dessas famílias americanas que estavam vivendo em pobreza possuia vasos sanitários, água-corrente, e eletricidade. Ao final do século 20, mais americanos estavam conectados à internet do que conectados a um cano de água ou linha de esgoto no início do século.
Mais famílias tem ar-condicionado hoje que eletricidade naquela época. Hoje, mais que metade de todas as famílias abaixo da linha oficial de pobreza possui um carro ou caminhão e possui um microondas.
Isto não aconteceu por causa de políticos, burocratas, ativistas, ou outros no “serviço público” que você tem de supostamente admirar. Nenhuma nação jamais protestou no caminho da pobreza à prosperidade ou chegou lá através de retórica ou burocracias.
Foi Thomas Edison que nos trouxe eletricidade, não o Clube de Sierra. Foram os irmãos Wright que nos tirou do chão, não a Administração Federal de Aviação. Foi Henry Ford que findou o isolamento de milhões de americanos ao fazer o automóvel acessível, não Ralph Nader.
Estes que mais ajudaram os pobres não foram aqueles que andam por aí expressando barulhentamente “compaixão” pelos pobres, mas aqueles que encontraram caminhos para fazer a indústria mais produtiva e distribuição mais eficiente, e então o pobre de hoje pode comprar coisas que o afluente de ontem jamais poderia sonhar.
Os lugares maravilhosos onde você supostamente tem de ir para fazer “serviço público” estão tão abrigados do teste brutal da realidade como você esteve nesse campus pelos últimos quatro – ou será seis? – anos. Nesses pequenos casulos, tudo o que importa é o quão bem você diz o ditado. Pessoas que vão ao mercado público tem de caminhar o caminho.
Colégios podem ensinar muitas habilidades valiosas, mas eles também nutrem muitas ilusões perigosas. Se você realmente quer estar a serviço dos outros, então deixe-os decidir o que é o serviço através da forma que eles escolherem gastar seu dinheiro suado para conseguí-lo.