Intróito – O que há de errado com o mundo?

Na democracia a maioria eliminar pelo voto os direitos da minoria e vice-versa é tão simples quanto soprar um castelo de areia. O Estado apropriou-se da justiça juntando-a às leis corruptas dando-lhes o mesmo firmamento, os direitos naturais estão sob uma bóia que ao gosto dos mares voluptuosos pode ser mais facilmente manipulada. O desejo humano de governar-se sem Deus ignorando o problema ético a que isso instrui, criou o contrato de ambições políticas em forma de direitos e diversas teorias para contornar ou remendar os problemas fundamentais da separação da moral e direito, fugindo da Igreja de Deus, criou a Igreja de Satanás onde os maus se reúnem para atrapalhar a vida dos justos. Não creia que a coletividade é menos corrupta que o indivíduo solitário, que a minoria não seja tão totalitária quanto a maioria, que o capitalismo não seja capaz de vender imoralidades na mesma ansiedade em que estado cria leis imorais, o mal prospera na ausência de dogmas jurídicos e na arbitrariedade de vontades subjetivas de uma humanidade rebelde, onde endemoniados legislam, os possuídos pelo Espírito exilam-se.

O que é verdadeiro é simples, passa longe da necessidade de relevância e orgulho em multiplicar conceitos e palavras dificultando a universalidade da verdade, o Criador que determinou nossa impotência criou uma ordem natural inteligente a ser descoberta, que não nos força como as necessidades biológicas assim ficando oculta aos cientificistas, da sua Graça concedeu uma moralidade para o homem não mais viver perdido quanto a si mesmo, mas viver de forma justa e assim perseguir o ideal da perfeição moral, desviando-se disso todo governo, desde o governo civil ao parental, perde sua autoridade. Que não somos escravagistas como um dia fomos, se somos um pouco melhores moralmente que antes e melhores que outras sociedades civis, é porque homens assim lutaram e deram suas vidas para criar-nos um costume a uma maior santidade, levando até os ímpios à imitação dos justos, e encarceraram e admoestaram os maus.

As instituições de justiça dependem da quantidade de justos que as criaram, os injustos que hoje as dominam necessariamente se sentem estrangeiros da civilização cristã e por isso sentem a necessidade de transfigurar o ocidente segundo seu próprio baixo índice de dignidade enquanto acusa os cristãos de hipocrisia por criarem severos desafios morais. Ao eliminar a publicidade da moral cristã crente no homem ideal, o vácuo é ocupado por milhares de justificativas e defesas perfeitamente racionais sem juízo de valor aos pecados originais da natureza humana ao que se hoje se dá o nome de progressismo, que nivelam a moralidade aos níveis mais baixos (da sexualidade, da prosperidade), desestimulando a geração de heróis e a capacidade humana de possuir nobreza. Isso soa incrível, mas o homem que era contra a escravidão em seu auge é um herói, hoje o mesmo homem seria comum.

Não há dinheiro que fabrique caráter e valor, artistas famosos por sua lascívia fizeram todos juntos menos do que Bach realizou em termos de esforço trabalhando para o sagrado, contudo movimentaram uma maior soma e sucesso em vida que o protestante que só se tornou sinônimo de música clássica pós-morte. É sob o mesmo materialismo que o quadro de burocratas vende sua consciência impondo por lei à sociedade uma grande fortuna, adjuntada à benefícios, ironicamente para não se corromper ao poder do dinheiro privado, e quanto maior o seu preço é porque maior é seu vício. O justo bíblico julgaria até os anjos de graça, mas os juízes do Estado não vivem da justiça, mas da violência da lei, que sozinha, é injustiça.

O igualitarismo estatal não é a favor da igualdade de salários aos funcionários do governo, a esses soberbam meritocracia diante do não concursado que trabalha no lugar dele, tampouco é em favor de sua regulação pela mesma carta fascista que rege o trabalhador comum, que segundo dizem só persegue seus próprios interesses, esse pelo menos não usa o instrumento da lei para suas ambições financeiras. O empresário nacional, não obstante, justifica não contratações em pagar compulsariamente por um empregado público que o atrapalhe que contratar um que faça-lhe dinheiro.

Há dever de tolerância com algumas imperfeições do Estado, mas a questão que fica é se um cristão pode ser um soldado nazista, um policial comunista ou um centurião romano, se o exercício dessas funções foram corrompidas, imagine o cristão adentrar no exercício de funções que nascem corrompidas e para corromper, nisso o Brasil não é menos maligno que estes governos com sua república sindical, antes é inspirado no fascismo, uma economia de guildas e persegue ideais de ditaduras socialistas com seu governo para os burocratas. Saulo desfez do seu passado de perseguidor cristão à serviço da teocracia judaica para ser perseguido trocando até de nome, Karl Barth não adentrou a Igreja Nazista tentando reformá-la, antes criou a sua própria, o mundo não seria mudado, mas não iria mudá-los. O que é moralmente correto é de difícil e dolorosa recreação, não difícil é encontrar o correto sendo chamado de tolo ingênuo pelo ímpio, pois até Cristo, sendo justo, morreu pelo culpado em obediência a Deus, um exemplo ecumênico é o soldado que suporta torturas para proteger seus companheiros de batalha, a vacina de liberalismo econômico é dolorosa e envolve demissões em massa, privatizações de ídolos do governo e um espaço de tempo para reabilitação dos vícios criados pelo estatismo e seu protecionismo, tudo isso tendo a oportunidade, e não a promessa, de prosperidade, e é por isso o Brasil como nação, temendo essa dor, vive de remendar suas falhas morais, e assim como no coliseu romano, faz do sofrimento de alguns, o contribuinte, o alívio passageiro de outros, a classe burocrática, eis o nosso Estado de Bem Estar Social.

Ao transeunte, tenha em mente que a maturação elucidará os textos aqui escritos, e a meditação surpreenderá quem acredita que me provou enganado, o futuro, sob determinação de Deus, é meu maior aliado.

Fortaleza

1 ¶ Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação ímpia. Livra-me do homem fraudulento e injusto. 2 Pois tu és o Deus da minha fortaleza; por que me rejeitas? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? 3 Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte, e aos teus tabernáculos. 4 Então irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu. 5 Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu.

Salmo 43.

Esse é o evangelho

O cristianismo destruiu a inveja quando deu a bem-aventurança aos pobres. É bem conhecido que a cada milionário cristão, há centenas de milionários não cristãos, a riqueza do adversário é portanto, muito maior que ao do conjunto somado da Igreja, e o pobre cristão invejar o rico cristão não é sábio, pois comparado aos de sua espécie, o rico cristão é pequeno.

Mas ao que acumula riqueza na terra tem as mesmas condições de acumular riqueza nos céus que os pobres. E com isso, há pobres que são ricos, e ricos que são pobres, pois quando um encontra o túmulo, perderá tudo, pois as riquezas terrestres perecem, e quando o outro abraçar seu destino, ganhará o que plantou pela eternidade.

Não se engane pela aparência, há pobre muito mais rico que os milionários dessa terra, esse é o evangelho.

Sorvete

A diferença fundamental entre eu e Tolstoi é que sim, a violência é justificada, ou seja, que concordo com o comando de Paulo ao governo, mas o russo compreendeu com exatidão que a justificação da existência de um governo é e sempre será a justificação de alguma forma de violência.

Portanto, tributos são justos, e até contratos privados se utilizam da violência para serem melhor assegurados. Mas, a anuência que já não justifica todo contrato também não justifica a tributação mesmo quando essa é desejada, e esse é um fato que merece atenção pois a existência de uma moralidade não convencionada significa a necessidade de que, mesmo quem discorda dela pague tributo ou encontre punição.

A simples capacidade de um povo soberano causar sua própria destruição pela via tributária sem que uma força exterior o coloque de volta à ética, não significa que o objetivo contrário esteja desmoralizado. Se não se trata de convenção, então resta perceber que aquilo que era mal, em algum período da história até o dia de hoje, possuiu o nome de bem no Brasil para se propagar, pois nem as justificativas hitleristas eram sem alguma respeitabilidade. E o mal no Brasil usa a linguagem respeitável de direitos para acobertar a imoralidade.

Os direitos confundem a descoberta das maiores injustiças, os direitos naturais são gratuitos e asseguram a servidão do governo, mas sob o manto de direito gratuito à educação, saúde e sorvete, o governo assim, toma clientes do setor privado, e seus burocratas passam a ser os únicos com poder econômico para desfrutar de serviços de primeiro mundo, cuidando da estatização da economia, que cada vez mais, vendo sua vulnerabilidade busca seus captores por socorro, dividindo-se em classes e guildas protegidas. Enquanto direitos no Brasil forem serviçais de auto-estima, eles estarão criando um alto custo de vida inacessível aos que possuem menor artilharia monetária e cuidando que estes nunca atinjam um padrão de vida de primeiro mundo, e tudo isso sob a justificativa que os estão beneficiando.

Se os EUA estão bem, mesmo com um presidente ruim, e o Brasil estaria ainda mal, mesmo com um presidente bom, é por não perceberem que a dificuldade brasileira não é institucional, mas legal, que a Constituição de 88 é projeto de um grêmio esquerdista, uma tese baseada num fanatismo político de dominação, e portanto todas as leis brasileiras que nascem desse ramo estão viciadas, quanto mais cômica é acreditar em algum senso de neutralidade jurídica quando se descobre o feitio das salsichas. O brasileiro, que sai às ruas em busca de direitos e justiça, ainda anda perdido quanto à virtude da Constituição Americana, emendada mas jamais revogada, e a Declaração da Independência. Essa é uma declaração que fala sobre os direitos universais do homem e não de um povo específico, mesmo que não haja povo mais universal que o americano, um povo construído dos restos da europa e do mundo.

Capone

Uma breve constatação punitiva de um dos maiores escândalos nacionais comprovam: Os chefes do crime, os que criam os esquemas recebem uma punição menor do que os seus laranjas que sendo pegos, conduzem a justiça até ao chefes do crime.

Que os chefes  recebam punição de até ou menos de 8 anos e já estejam em suas casas e na atividade, ou já soltos pela presidenta guerrilheira enquanto seus comandados levam mais de 30 anos de cadeia em regime fechado demonstra o caráter da Suprema Justiça brasileira que para proteger futuros crimes, já deixa claro de antemão que irá punir severamente qualquer delação. Se Capone fosse brasileiro teria recebido uma punição menor que seus capangas, provando que a justiça no Brasil que é verdadeira justiça, pois é mais cega que as outras.

É só uma teoria da conspiração

Países parasitados pelos membros do foro de são paulo
Países parasitados pelos membros do foro de São Paulo

É necessário uma cegueira incurável para não perceber que o Foro domina a política na América Latina, não basta a imagem, mas perceber o levante diplomático brasileiro para proteger Zelaya e Lugo da constituição hondurenha e paraguaia, punindo esses países de diferentes formas. Não só isso, tem de ser surdo e ignorar as diversas confissões que a tomada de poder foi planejada de antemão. A conspiração como arma política gerou diversas movimentações de poder como  houve a Revolução Francesa, mas no Brasil ela ainda é subestimada, ao fim, as pessoas se acham inteligentes demais para serem enganadas por mentiras bobas e por essa razão não acreditam em mentiras bobas que as enganam constantemente.

No universo da ficção, a orquestração política é mirabolante, mas no mundo concreto, um decreto da excelentíssima comunista resgata um dos maiores corruptos do seu partido de permanecer punido. Talvez sejamos gênios demais para confiar na realidade apresentada aos nossos sentidos.

Social Justice Warriors chegam ao Brasil

Bem vindo ao mundo do hoax como argumento político:

[…]a estudante declarou que mentiu sobre o estupro porque faz parte de um “grupo” que tem por objetivo espalhar informações falsas para “chamar a atenção” de veículos da imprensa. –  Folha

Segue aos corajosos pela verdade.