Da Necessidade do Inferno…

Não é difícil ver reclamarem que cristãos só praticam o bem por causa do medo do inferno, isso não é toda a verdade, afinal Jesus Cristo como modelo objetivo de perfeição é uma pessoa única e cativante ao qual possui a capacidade de nos renovar e transformar, e enfim, somos salvos do pecado e portanto não há mais o que temer a morte da alma, somente ao que se acha suficientemente bom para se salvar no último dia sim, teme pois sua confiança está em si mesmo.

A possibilidade de se aperfeiçoar moralmente ao imitar Cristo é um consolador desafio em tempos de um contraditório relativismo, afinal a nossa sociedade niilista se atarefa com superficialidades por toda a vida afim de esquecer a realidade da morte, enquanto o cristão se consagra a vida inteira para o momento da partida, ambos objetivos bem distintos.

Mas se as pessoas tivessem um medo profundo do inferno, a presença de culpa quando se reconhece que se está praticando um ato maligno ou mesmo se soubessem de que há um vigia para tudo o que pensam e fazem às escuras, talvez o mal do mundo fosse bem menor. Afinal, qual dos ditadores genocidas do século 20 criam nisso?