Papisa Joana

O mito da papisa Joana vai virar filme, o que trás de volta o debate sobre sua existência ou não. Aí que interessantemente entra a figura de dois historiadores protestantes: o huguenote David Blondel e o pré-iluminista Pierre Bayle, considerados por Gibbon como os aniquiladores do mito.

Surpreendente ver protestantes ao invés da tentação de assumirem posturas coletivistas a favorecer o grupo, buscarem a verdade. No Brasil, não é difícil ver protestante usando a história como forma de criar polêmica e de fato, após ter demolido a mentira, protestantes polemicistas ficaram indignados com Blondel, mas o modelo irênico e tolerante que ele e Bayle defendiam se provou de mais virtuoso e são exemplos de que protestantismo não precisa ser anti-catolicismo.