O Juiz

Essa cena dizem ter ocorrido em um tribunal qualquer. Seu Joaquim havia  ido assistir ao clássico do seu time contra o Palmeiras numa final de Libertadores, chegando lá, não suportando as provocações da torcida adversária, atira uma bandeira que atravessa o corpo de um alviverde qualquer. No dia do jugamento, estava se aproximando do tribunal quando viu o símbolo do Palmeiras pendurado na parede, e para piorar, o juiz estava vestindo uma toga verde escura, com o escudo alviverde de 1914 nas costas. Em revolta bradou:

– Como pode isso? Eu sou Corinthiano, não admito ser julgado por palmeirenses!

O Juiz, não querendo ferir o direito de consciência do criminoso, acatou e se julgou incompetente para a causa.  Chamaram um segundo juiz, que era São Paulino. Mas Joaquim estava possesso:

– Como pode isso? Eu sou Corinthiano, não admito ser julgado por um time que nos tomou 5 Paulistas!

Tentaram até arrumar uma juíza, mas quando ela acusou ser discriminação machista entenderem que por ser mulher ela não conhecia nem se importava com futebol, desistiram. Acharam um juiz que não torcia pra ninguém, mas ele gostava de Legião Urbana e Joaquim detestava. Um a um os juizes foram se declarando incompetentes, até que acharam um e este Joaquim aceitou: Era um juiz que não via nenhum problema em se matar palmeirenses e absolveu Joaquim.