Trabalho

Eu até compreendo porque o funcionalismo público sente que se educa e se esforça mais que a plebe explorada que se educa muitas vezes informalmente para produzir, e cuja válvula de escape são festas com bebida e sexo baratas, porém, o sentido que dão de trabalho é físico e não econômico, trabalho ou esforço não agrega valor por si mesmo, pense o trabalho que o assinante paga para fazer na academia, o trabalho que exercia Sísifo que não gerava nenhuma alteração no mundo à sua volta, a empilhação de cartas, ou brincadeiras com dominós, ou brincadeiras de crianças em geral, todos são fisicamente trabalhos, produzindo alguns um grande número de esforço para se concretizar, mas que não geram nada além de valor artístico ou de lazer que escapam ao funcionalismo, pessoas pagam para ver rolarem uma bola, mas somos forçados a assistir o jogo burocrático, e assim é aquele cujo trabalho poderia inexistir por sua ineficiência econômica.

Você irá notar nos entes públicos alguns poucos servidores cansados e abatidos, se movendo de lá e para cá reclamando de seus baixos salários e falta de investimento do governo, mas que não fazem nem produzem absolutamente nada para que o governo lhes tome e lhe devolva em forma daquilo que deseja.