Cúpula dos Povos testa a paciência de todos os povos

Filipe Liepkan

Apesar dos avisos das iluminadasmentes antes citadas, assumo que a Rio+20 representa o menor dos problemas. Menor por ser uma reunião meramente discursiva e proselitista, ainda amparada no bom-senso dos limites econômicos das nações e, não obstante, também escorada na não obrigatoriedade moral de uma nação financiar outra pelas vias das desculpas sustentáveis. Apesar de um fenômeno corrente na Europa, a balela pietista de que certas nações se privilegiam pela exploração de outros povos é sempre um assunto de grandes paixões em eventos do estilo, principalmente quando sediado em países culturalmente subdesenvolvidos.

Contudo, os adolescentes da Cúpula dos Povos têm ambições mais ameninadas e latinas, e por isso mais espalhafatosas. Como que gritando pelo pirulito que deleita na mão da matriarca, a Cúpula dos Povos tende ao que se chama “o berro da criança mimada”, a qual neste caso é a criança que de mão dada à Rio+20…

Ver o post original 555 mais palavras