Tráfico

A razão do meu interesse pelo social conservatismo se dá na medida que percebe-se que a leniência com certas condutas não é compassiva, combater o tráfico não é combater o produto traficado, o criminoso sempre irá buscar alguma demanda ilegal para se sustentar até que essa se torne legal. Há diversos erros na extinta emenda americana anti-álcool, pois o produto não é necessariamente imoral, mas seu abuso, o cigarro meramente faz mal ao corpo, e faz grande bem em espantar os viciados em saúde e cannabis, mas o mesmo não se pode dizer de certos intoxicantes, que viciam na fragmentação da personalidade, e portanto é estranho lutar pelo direito à escravidão em nome da liberdade e na desresponsabilização individual em nome do indivíduo, afinal, consideramos o abuso de bebida isenção penal, e não se pode colocar uma garrafa de Jack Daniel’s na prisão.

O certo é, que quando o criminoso se mostra mais forte que o Estado, o segundo vai se ajoelhar e atender à violenta demanda política até que a sociedade esteja completamente à mercê do mal, tolerando males como prostituição e afins, e ao fim, o Estado estará dominado pelo crime. Quando Stalin ordenou a famelidade de Holodomor, para ele não passava de um ato administrativo, como são entendidas como moralmente neutras as leis e os atos do Estado contra e a favor de legalizações de atos imorais, e se não vermos o uso do entorpecente como imoral, ou os atos do Estado como moral ou imoral, qualquer lei ou ato é vão.