Benefício

É no país-piada que a isenção fiscal, ou redução temporária de impostos em determinado setor seja tratada como um incentivo, um benefício. Devido à popularidade de se creditar ao governo alguma riqueza econômica, ignorando que é ele quem causa a pobreza para continuar sendo o eterno caridoso, pouco se vê que tal terminologia seria como se o gordinho do time dissesse que não ia jogar mais, e sem aquele que atrapalhava seu time vence, e todos acreditassem que foi por causa do gordinho que a vitória foi alcançada e ele passasse a crer nisso.

Enquanto o setor privado não tomar responsabilidade pelos ganhos do país, que afinal é fruto de seu trabalho, sem o qual o governo não poderia nem construir estradas e fazer entregas nem alardear produção de empregos fora do setor público, o gordinho vai continuar acreditando que é o maior benfeitor e impedindo o time de fazer goleadas, afinal, bem que o governo gosta de sair do jogo por algum período, pra comentar da grande vitória de seu time em época de eleição, de ter permitido mais gols do que o gordinho do outro time, e há grandes competições e tabelas entre eles sobre isso para que o consumidor eleitor veja, que um gol comprado a preço de mustang é melhor que o fusca que ele tinha, que viver como pobre é melhor que viver como miserável.

Mas aqui os empresários ficam naquela situação: de frente ao bandido, clama “me dá um incentivo e só rouba cem reais?”. O governo, aquele que segura os empresários na coleira, bem sabe que é permanente, e os empresários, bem sabem que são descartáveis e portanto não podem falar muito alto com o Bom Patrão. E o gordinho será sempre gordinho, afinal, quem faz a dieta econômica é capitalista, o socialista que imprime dinheiro não precisa emagrecer, a ele basta que o empresário estatizado emagreça no lugar dele.