Orgulho

A estratégia do ganancioso político é aproveitar-se da pobreza, nisso se dá a brasileiração americana, porquanto o círculo vicioso de que quanto maior a miséria maior o apelo emocional à assistência social que acrescenta peso econômico impedindo a ascensão social, assim o justo aumento salárial, causado pela diminuição dos custos de produção e maior rendimento laboral, vai para os bolsos dos caridosos que fornecem serviços “gratuitos” estatais, aqueles que sempre estão precisando de aumento.

O sucesso escandinavo se dá não por sua hostilidade ao livre mercado, mas por sua amizade com o capitalismo selvagem, o parasita sabe que se o parasitado der mais alimento ele poderá viver melhor, e portanto o aparente e estagnante “sucesso” welfarista se dá na medida em que os direitos laborais são poucos, e há grande liberdade empreendedora, assim, a produção alta mantém o custo alto do Estado, afinal o dízimo de um milhão é mais do que de cem, enquanto que o socialista, ignorando a curva de Laffer, faz distribuição de renda entre pobres, e quando acuado apela para a reforma social, que nada mais é do que o Estado ensinando e impondo valores. Não há no sueco ainda ressentimento ao rico, a idéia de que haja alguém bem sucedido materialmente causa inveja no materialista, mesmo que ele seja beneficiante disso, o orgulho ferido prefere deixar-se de beneficiar para que todos desfrutem da igualdade de mérito, assim o rico, que tem seus defeitos morais como todos tem, é vítima do hipócrita.