Conforto

Um argumento tipicamente brasileiro é usar a lei como argumento, num ambiente positivista a opinião votada de ignorantes votados se fazem pela coerção legal mais fato que a opinião de peritos contrários, mesmo que essa tenha ao fim razão, assim o argumento para o “casamento” homossexual é que casamento é uma figura  do Código Civil, portanto não há impedimento moral que o possa deter, sendo essas cosmovisões tratadas de forma relativista. O blefe aposta na ingenuidade sobre a manufatura legal, que é monopolizada por uma só ideologia que há séculos serve para justificar imoralidades. 

É bem verdade que configurar o Brasil como um país cristão é necessariamente forçoso, o passado cristão dos imperialistas portugueses foi abandonado pela república pós-cristã, e qualquer conceito trazido por conservadores soa alienígena para ela. O trabalho do conservador agora é transformar o país numa nação cristã para que esses conceitos tomem sentido novamente, mas com dificuldade encontrará algo cristão a ser conservado quando até mesmo as justificativas para normas tipicamente divinas são secularizadas, e portanto a herança moral cristã é roubada diante de nossos olhos, enquanto persuadimos a nós mesmos que a diversão secular sobre nossas riquezas é para nosso conforto.