Ilhota

Como a redução do imposto pode ter seus benefícios para o produtor, aumentando seu lucro para investimentos, mas ainda é incapaz de reduzir o peso sobre o consumidor, a ansiedade daqueles que querem preços americanos em solo brasileiro, os anti-corporativistas se voltam contra o lucro. Fato é que só há duas maneiras para efetiva redução do preço do produto para o consumidor, sendo estas a superprodução (mais oferta que procura), e aumento de concorrência (o vizinho oferece o mesmo a um preço mais baixo), coisas a qual o governo faz de conta que não vê bancando o protecionismo, enquanto a população se revolta contra a ganância de empresas que não tem o que amedrontem elas, clamando ao governo que puna as leis de lucro do mercado para a alegria de quem ama os preços fixos cubanos.

Quando a ANL se revoltou contra o e-book, há quem talvez tenha se entusiasmado que empresas que nunca entraram no mercado internacional, nunca se prepararam para entrada da amazon na pequena ilhota sulamericana, ficassem em silêncio, mas o apelo nacionalista, aquele que diz ao consumidor que o pior produto nacional é melhor que qualquer produto internacional, ainda fará vítima uma tecnologia supraestatal que esteja fora do alcance do filtro ideológico brasileiro. É que o medo de telegrafistas perderem o emprego para computadores supera a novidade, e seu único talento agora é ter nascido ao acaso em um território controlado por um Estado socialista.