Ventania

Não sou um evangelista da nova mídia, apesar de abraçar o novo, não é de se aclamar desde já o fim do último, a mídia digital é bem mais vulnerável que a de papel, um exército islâmico teve de derrubar a biblioteca de Alexandria, conquanto um hacker pré-adolescente do anonymous pode deletar a história da humanidade num único segundo por um descuido qualquer. Quem ama o conhecimento, não importa o meio, tanto faz ser um papiro ou o livro na natureza escrito pelo Criador, que dá mais ciência ao homem do senso-comum do que os livros do pedante universitário, afinal, papel aceita qualquer coisa, e ler não é virtude. Quando se conhece que o editorial brasileiro está imbuído de domesticar a sociedade para a lenta revolução dos costumes, o homem que confia na própria capacidade de raciocinar está mais seguro do que aquele que se deixou levar pela ventania de papel.