Elemento

As críticas à opção separatista deveria ser razão de mais atenção, pode ser que haja mais elementos de uma nação em São Paulo que no Brasil, mais fidelidade em Pernambuco que em Brasília. Eu mesmo havia alguma objeção, que com o tempo eu mesmo descobri não sustentáveis, a primeira era segurança, imaginando que o Brasil unido seria mais forte que um Estado separado, refuto a mim mesmo ao ver o exemplo de Finlândia e União Soviética, Israel e a aliança árabe. O próprio Brasil, se atacasse o Estado de Israel, que tem o tamanho de Nova Jersey, não sairia impune por seu atraso militar diante do inimigo do primeiro mundo.

A segunda era a língua, imaginando que ela fosse razão de unidade, mas não é para os Estados nascidos do Império Britânico, como a Austrália, Irlanda e Estados Unidos que assim como nós, falam a mesma língua com respectivos regionalismos, mas não sentem a menor vontade de ceder sua liberdade à Inglaterra. 

Isso claro, sem tocar no argumento econômico, ou o PIB japonês é pequeno? E representativo: Brasília representa as aspirações do Sul?

Com a facilidade que se tem de ridicularizar a proposta, não imaginamos que talvez haja algum fundamento nela, e esquecemos que se o conceito de Brasil não se assegura diante de argumentos separatistas, então o Brasil é simplesmente uma ficção criada para poucos explorarem muitos, melhor seria São Paulo forte que o Brasil, antes uma Europa sul-americana, com divisões territoriais espanholas, que um gigante fraco e abobalhado.