Senso

A habilidade de protestar sem incomodar o andamento da sociedade civil não existe no que dizem ser um verdadeiro protesto na mentalidade esquerdista, doze moças de topless ferindo o pudor público é uma revolução, duas dezenas de protestantes com cartazes proclamando a corrupção de seu antigo líder, é mero passeio.

É por isso que enquanto a TFPstudentaction pede para buzinar, militantes do Occupy invadem lugares e param o trânsito causando distúrbio, forçando a presença policial e o caos, que obviamente não sai barato aos cofres públicos, de onde saem muitas vezes o financiamento dos protestantes de esquerda. Recentemente, ambos grupos colidiram, e a educação e disciplina teve de lidar com o caos e selvageria. Os primeiros, tradicionalmente uniformizados, com bandeiras medievais, brasões, rezando em coro, se encontrou com pessoas semi-nuas, com ofensas sexuais, chantagens emocionais, agressões verbais e blasfêmias. Em pouco tempo, não se pode fazer outra coisa senão desprezar os que estavam se colocando em sub-humanidade e retirar-se por decisão própria, a luz e as trevas não ocupam o mesmo espaço.

Cabe a quem tiver o bom senso de confiar nos próprios sentidos, verá a superioridade exemplar: de um lado, cristãos pacíficos, em fileira com bandeiras, a voz em coro sendo ouvida com clareza em meios à blasfêmias gritadas de forma desordenada, contra a turba satânica de outro, similar aos sacerdotes de Baal, rasgando as vestes, retalhando a sua própria dignidade, consumindo-se em ódio clamando a um ídolo que lhes rejeita, o Deus cristão estava ali, mas não o deus que desejavam. O militarismo romano inspirou muitos movimentos políticos, na sua maioria maus, mas não é um mal em si, entre um protesto militarmente organizado, tão copiados por universidades de renome, e o caos total e rebento de quem está acostumado com paradas sexuais, é cego quem não vê que os “fascistas” não consomem toda a sociedade na sua ira.