Pacto

A chave para entender o excepcionalismo judeu não é genética, e sim a cultura. A depreciação genética se iniciou com o moderno uso da ciência para justificar a superioriedade e inferioriedade de uma etnia sobre a outra, na base do racismo está o cientificismo e sua luta contra freios morais à ciência.

Não é que a genética não tinha um espaço, mas é compreensível que não é possível acusar-me herdeiro de família tradicionais ricas sem base genética, acusando-lhes de racismo ao ser refutado pois sou culturalmente sua prole, é racismo apenas se considerado geneticamente inferior por pertencer à outra família, algo que não passou por mentes judias, cujo excepcionalismo não era genético, e sim teológico. Considerando que as tradicionais famílias judaicas durariam séculos e construiríam nações prosperadas segundo o promessa divina, havia a necessidade de resguardar o vínculo familiar para manter o pacto intacto, por isso quando Salomão casou-se com uma estrangeira, o pacto foi ofendido.

Por isso é imaginável que sim,  a maldição sobre Cam recai sobre seu vínculo familiar com a geração de Noé, tendo implicações genéticas, mas Noé não acusou Cam de ser geneticamente inferior, sua discriminação adveio de uma transgressão à Lei de Deus ao expor a nudez de seu pai. Não é preciso notar que a terceira guerra púnica destruiu o que restou dos caananitas, e também a visão alienígena à tradição judia e cristã de que os caananitas tornaram-se negros.

Mas é visível que a maldição que recorre sobre a áfrica é a mesma que recorre sobre todo pecador, essa advém do pecado original, o mal africano é sua idolatria e sua dança com o esquerdismo, a mesma maldição que sobrevõa a nação brasileira, que sofre aguardo do cumprimento da profecia apocalíptica.