Mob

Se todo moralista acidental é conservador, então esquerdistas são o ápice do reacionarismo. Para que acredite na virtude dos pastores políticos terei de analizar suas obras, e por elas nota-se que a bancada evangélica está à defender o cristianismo por acidente: Essas igrejas milionárias não investem um centavo em universidades de apologética, a exemplo do sucesso de Biola. A regra “Put your money where your mouth is!” não é atendida. O medo principal é impostos e perder alguma influência, que o cristianismo como um todo esteja difamado e carente de uma revolução intelectual que coloque o país nos trilhos da civilização não os entende remediar, talvez por estarem afundados no problema e serem em parte a causa dele.

O que é recebido por oferta e dízimo vão para a construção de templos faraônicos triunfais e patrimônio pessoal mas nunca para o engajamento acadêmico com a cultura secular e pós-cristã que ferve as universidades, o anti-intelectualismo da ala radical começa a dar seus frutos ao abandonar o campus, quando não são engolidos pelos seculares.

Não é que o secular esteja bem, a falta de oposição também o enfraqueceu, causando passos além das pernas, caindo em escândalos bem denunciados à sociedade, é que a democracia brasileira é gangsterista, não intelectual, argumentos são substituídos por urros, a moralidade é substituída por histeria, a verdade é vencida por números, e não se sabe quem criou quem, mas tem sido difícil ao progressista competir com o emocionalismo pentecostal, que tem conseguido seguir os conceitos esquerdistas de “mob mentality” com muito mais eficiência. Nisso, a bancada evangélica confia sua permanência e é a razão principal de seu risonhismo, recebendo voto até de cristãos conservadores por simples desespero.