Tarantino

O movimento pró-vida brasileiro desconhece em boa parte a filosofia pró-vida, não há uma tradução de Scott Klusendorf ou Peter Kreeft em circulação, tampouco se vê argumentos similares brotando e cursos para formar apologetas, isso não é inesperado, o movimento pró-vida americano também sofre com seus “banana preachers“, os que atam os argumentos emocionais e mob mentality retirados do meio evangélico para os conservadores.

Mas uma coisa fizeram certo, ao mostrar imagens de fetos abortados pelas mídias virtuais tocam em um ponto controverso no meio pró-vida, será que as imagens não tem um efeito contrário? Parece-me que não, qualquer caso contra a escravidão virá com imagens de negros em rédeas sendo chicoteados, filmes de guerra ganham óscares quanto mais realistas são, os filmes são o maior exemplo de uma sociedade já goreficada e tarantinesca, não obstante, não há matéria de penal que não passe slides de instrumentos de torturas medievais com figuras. Talvez seja chocante para crianças de 10 anos, e homens infantis, mas é uma arma potente para mostrar o horror pela qual se mascara um suposto direito.