Cômica

Torna-se de certa forma cômica no país tão obscenamente entregue à violência que haja desconfiança do aumento do poder policial: sucateada, mal treinada e mal equipada para o enfrentamento diário do crime, teme-se que seja capaz de reforçar uma lei justa e moralizante com dominação totalitária, como se para o combate ao crime necessariamente se deve cometer crimes e abusos. A insegurança que mata uma guerra do Iraque por dia no Brasil é causa direta do ódio esquerdista com a polícia, consistindo no slogan universitário “construa escolas e não cadeias” para ensinar ladrão a contar munição e atrair dinheiro do erário para o próprio setor em detrimento do outro e o amor inconfesso ao marginal revolucionário, seu igual.  O Brasil sofre com a anomia, a impunidade e o incentivo ao crime, mas não com a eficiência nas justas funções do Estado, há mais segurança na tirania islâmica ou cubana que na tirania brasileira, a ditadura nos dá saudades. O brasileiro assim, de forma até estranha, vê o mal cumprimento das funções liberais, as mais básicas e cobra ainda funções suecas não sendo necessário nenhum tiro disparado para o assalto tributário, meramente a satisfação criada pelos gastos do governo com propaganda, estratégia goebbeliana.

Mas é compreensível o receio, se a esquerda enamorar-se da força policial, vamos sentir saudades dos criminosos.