Excesso

A barbárie sob o nome de justiça é só um sintoma de uma sociedade mergulhada no crime, ao criminoso nunca ousou refletir que a habitualidade de seus atos tivessem consequências ideológicas, onde o caos instaurado o colocaria frente à frente com suas vítimas, que como maioria o venceria. O Estado era a sua proteção, a cadeia também, assim como a punição e a redenção propostas, mas a ética do crime, a mesma que pune severamente os seus, contraria toda a possibilidade de ordenamento social e corrompe a sociedade, e é essa mesma ética que começa a se tornar diária: se o mal criminoso é impune, o excesso na vingança também é, eis a dificuldade esquerdista de permanecer defendendo o lanche dos lobos.

Quando esquerdistas comparam os abusos de uma celebridade com um criminoso habitual, o faz para destruir qualquer medida de proporção que existiria entre um serial killer e um ladrão de chiclete, afim de beneficiar aquele que possui potencial lesivo mais agravante, logo, quando essa mentalidade é implantada, a mesma mentalidade que não permite punir com a morte crimes cruentos, o que sobra é o sentimento de impunidade que causa o incentivo à violência, pois jamais o fazem para punir um ladrão de chiclete como um serial killer, mas para punir um serial killer como um mero ladrão de chiclete, e barateando os direitos à propriedade e à vida como se nada significassem, assim como não se multam crimes de estupro, causam a anomia necessária para criar leis de seu desígnio anti-natural.

Violência pode ser usada tanto pelo soldado americano na 2° Guerra quanto pelo pai de família que destrói a vida de um atirador em massa, devido às proporções é necessário distinguir a decapitação de mãos islâmica com o direito de legítima defesa, que não pode ferir o senso de moralidade, equiparando o justiçamento à maldade criminosa. O personagem da Marvel Justiceiro se torna incrivelmente atual, se as instituições contra o crime já foram “hijacked” pelos criminosos ideológicos da esquerda, se há mais lobos que cordeiros no aparelhamento social, se já não há mais vantagem dos bons sobre os maus e os maus dominam, só resta a lei da sobrevivência, e essa, como no caso dos exploradores de caverna, é impunível.