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R.I.P. Conservadorismo

Título Original: Conservadorismo está Morto; Longa Vida ao Conservadorismo?

Por Selwyn Duke.

Parece que foi ontem que muitos estavam lendo o epitáfio do liberalismo. Após os anos de Reagan, Revolução Republicana de 1994, recuo das hordas de controle armamentista após a derrota de Al Gore em 2000, e as duas bem sucedidas campanhas presidenciais de George W. Bush, muitos acharam que conservadorismo estava dominante.

Ah, se fosse.

Nós devemos perguntar: Com conservadores como Presidente Bush e muitos dos outros Republicanos, quem precisa de liberais?

Enquanto a mídia tem com sucesso caricaturizado os Republicanos como o partido de manuseadores de cobras e divagações, a diferença entre imagem e realidade é profunda. Bush apenas dilatou o odômetro, propondo à nação os primeiros 3 trilhões. Em matéria pertencente à sobrevivência de nossa cultura – à primazia do inglês, multiculturalismo, a desnudação de nosso setor público do historicamente presente símbolos e sentimentos cristãos – Republicanos deixaram a desejar. E sobre imigração ilegal, tanto o presidente quanto o suposto candidato Republicano favorecem alguma forma de anistia.

Entretanto muitos pintariam a América sob o comando de políticas direitistas, e algumas das razões para isso são óbvias. Alguns liberais sabem que o melhor meio de assegurar constante movimento para a esquerda é retratando o status quo como perigosamente extrema direita. Se você repetidamente denuncia que estamos à beira de uma hegemonia direitista, as pessoas irão assumir que para adquirir “balanço” nós devemos nos mover à esquerda para o centro mítico. Então nós temos conservadores influenciados pelo desejo de natural de viver no mundo como o lugar feliz que eles gostariam de habitar. Tipos ingênuos, eles confundem Republicanos com conservadores, partido com princípios, e guerras eleitorais com culturais. Mas há outro fator: um pode confundir conservador com certo.

Quando é a direita não direita, você pergunta? Quando foi definida pela esquerda.

A definição de “conservador” é fluída, mudando de tempos em tempos e lugar para lugar. Alguns “conservadores” adotam uma ideologia prescrevendo governo limitado – um se mantendo pelas bordas estabelecidas pela Constituição – e impostos baixos. Eles favorecem nacionalismo sobre internacionalismo; preferem mercados quase intocados por regulações; renegam multicuralismo, feminismo, e radicalismo ambiental, e tem orgulho da nossa história e tradições.

Mas também houve outros tipos de conservadores. Na União Soviética, um conservador era o oposto, um comunista. Então quando o político holandês Pim Fortuyn foi assassinado em 2002, BBC News correu a notícia, “Holandês de extrema direita morto à tiros.” “Extrema-direita” mesmo. Fortuyn era bem liberal para nosso gosto; ele era pró-aborto, um ex-professor de sociologia abertamente homossexual marcado como direitista somente porque ele desejava cortar a imigração de islâmicos na Holanda. Além disso, seu medo era que islâmicos zelosos se mostrassem um perigo à estrutura social liberal da nação.

Aqui a pergunta: Que definição de conservador teria um comunista ou um estatista europeu se conformado? Resposta: Aquele que afirma, “Um que favorece a manutenção do status quo.” Isso nos traz a um ponto central:

Como a sociedade é transformada com sucesso por aqueles que detestam o status quo, o status quo muda. Isso significa que o grande defensor ideológico do status quo, conservadorismo, mudará com ele.

“Progresso devia significar que estamos sempre mudando o mundo para se adaptar à visão, no entanto nós estamos sempre mudando a visão.” – Chesterton.

Tanto liberais quanto conservadores tem visões que mudam de forma. Isso é porque a definição de conservador e liberal são determinados pela “posição” de um espectro político de uma dada sociedade. Mude o espectro para a direita ou esquerda por alterar a ideologia coletiva de uma nação, e a definição dessas duas palavras vai mudar comensuradamente com o grau dessa mudança. Isso explica porque Pim Fortuyn é visto como um conservador na Europa Ocidental. Na terra de Liliputianos, até Robert Reich parece um gigante.

Isso não significa dizer que não há diferença na visão entre entre liberal e conservador. Liberais constroem sua visão baseados na oposição às do conservador; a visão dos conservadores é fruto da agora aceita, velha visão da esquerda de décadas atrás. Portanto, liberais promovem a visão liberal de hoje; conservadores defendem a visão liberal de ontem.

“Todo o mundo moderno tem-se dividido entre Conservadores e Progressistas. O negócio dos progressistas é ir adiante cometendo erros. O negócio dos Conservadores é prevenir os erros de serem corrigidos.” – Chesterton.

Talvez uma razão de estarmos perdendo a guerra cultural é que é fácil de convencer as pessos de tentar novos erros liberais que manter os velhos erros liberais que foram tentados e deixados a desejar. Independente disso, nós vamos continuar perdendo a menos que mudamos nosso pensamento radicalmente.

Guerras não são vencidas por serem defensivas. Entretanto conservadores são raramente nada além disso, porque eles foram treinados a confundir defesa por ofensa. Quando 13 estados votaram para banir falso casamento em 2004, alguns proclamaram uma grande vitória para o conservadorismo. Mas só se conservadorismo que você apóia meramente envolve a manutenção de um status quo liberal, para isso foi uma bem sucedida ação de defesa, não uma de ofensa. Quem estava propondo a mudança social ao qual o voto foi uma resposta? A esquerda estava. Que tipo de mudança era aquela? Uma que nos moveria à direção liberal.

Então como sempre. Nós jogamos na defesa quando, em vez de eliminar leis de crimes de ódio, nós meramente lutamos contra propostas que fazem “transgêneros” uma categoria protegida; quando nós aceitamos o Departamente Federal de Educação e simplesmente o usamos para uma reforma “conservadora” na educação (Leia-se: No Child Left Behind Act); quando nós simplesmente tentamos nos assegurar que a separação de igreja e estado é aplicado de forma “conservadora”; quando nós combatemos o povo do imposto-e-gasto por não tributando mas então gastando e quando nós pregamos contra imigração ilegral enquanto aceitamos um regime legal de imigração que rasga nossa cultura.

Em contraste, a esquerda é firmemente ofensiva como é terrificamente ofensiva. Se a trama de seus peões de legalmente redefinirem casamento falha hoje, eles tentarão novamente amanhã. Se um plano de medicina socializada não passar no congresso, ele irá reaparecer cinco ou dez anos depois. Se um novo imposto é muito grande para os gostos atuais, eles esperarão por um paladar mais glutão. Ou eles passarão na surdina um imposto diferente em uma lei que soa inócua ou aceitam um pequeno aumento em um antigo imposto, então outro, e outro, e outro…. eles simplesmente esperam que o espectro político mude um pouco para a esquerda.

Isso me traz a outro ponto importante. Nós frequentemente falamos de meio-termo, mas meio-termo com aqueles que sempre avançam sem nunca recuar é justo? A esquerda propõe novas políticas, concordam por medidas parciais, e então nós deixamos a mesa acreditando que foi um resultado equitativo. O problema é que virtualmente todas as mudanças sugeridas são liberais em natureza, constante meio-termo e ceder concessões garantem constante movimento à esquerda. Então nós vemos antigo território que hoje está sobre ataque, e alegramo-nos quando repelimos alguns dos ataques inimigos. Mas não não entendemos que nós estamos definindo vitória como a redução da taxa de derrotas de nossa área, enquanto o inimigo as define como uma expansão de seu império. Nós consentimos nosso caminho à tirania.

É como um jovem boxeador que nunca bate e, consequentemente, torna-se muito bom em bloquear socos – e habituado a tomá-los. Ele emerge do ringue com um piscar nos olhos pretos e azuis, ilumina um sorriso revelando a perda de dois dentes, orgulhosamente mostrando braços com hematomas e diz, “Olha, pai! Eu bloqueei noventa porcento dos socos hoje! Essa é minha maior vitória até hoje!”

Sim, talvez é uma vitória figurativa desde que seja a exibição de capacidades de defesa. Mas como uma vitória real, engajando oponentes de novo e de novo não traz sequer uma vitória como a de Pirro. Só garante lentas perdas torturantes, injúrias perpétuas e um dia, talvez, um nocaute.

Isso coloca a atual corrida presidencial em perspectiva. Quando alguns Republicanos lamentam a absência de bons “conservadores” nas primárias, eles agem como se nossos candidatos estatistas são trazidos para nós por uma mão invisível, como se sua ascendência foi apesar da cultura e não por causa dela. Na realidade, esses políticos são meramente produtos de uma sociedade que está à tempos nas mãos de operativos gramscianos na academia, na mídia e Hollywood, esquerdistas que tem montado sua mensagem, tramado, indoutrinado, e re-engenhando socialmente o público por décadas.

Além disse, nós podemos realmente dizer que estes candidatos não são conservadores? Com o espectro político havendo mudado tão à extrema esquerda, talvez pessoas como Bush, McCain e Huckabee realmente são conservadores atuais, defensores do status quo estatista.

Talvez, só talvez, nós (eu, e você se estiver comigo) somos algo diferente.

Afinal de contas, eu critiquei Mitt Romney por forçar Massachusettanos a comprar seguro de saúde, mas uma enquete recente indica que a maioria dos republicanos apóiam essa coerção. E se algumas dessas pessoas são “conservadoras,” eu certamente não sou uma delas.

Eu sou um revolucionário.

Eu não quero preservar o status quo, eu quero derrubá-lo. Eu quero puxar as ervas daninhas do estatismo pelas raízes e queimá-las no fogo da liberdade, como nossos Pais Fundadores fizeram. Você acha que eles eram conservadores? Conservadores não começam revoluções; eles simplesmente procuram ter certeza que suas correntes são feitas menos pesadas.

Vitória política repousa na vitória cultural, e mudar a cultura começa com mudança de mentalidade. Nós temos apenas duas escolhas: Nós podemos ser revolucionários.

Ou nós podemos estar errados.

Traduzido daqui.