Capricho

Aqueles que não acreditam que Deus seja libertário devem procurar um povo, em toda a história humana, de antes do judaísmo até os dias de hoje cujos impostos, único por sinal, seja menor ou igual a 10%. Havendo o roubo prescrito nos mandamentos, haveria o sagrado direito natural à propriedade privada, e com isso deduz-se o domínio sobre ela. Politicamente o povo judeu, dividido em confederações tribais, vivia em uma unidade nacional tão descentralizada, instituída na Lei de Deus, em juízes e profetas, que sequer possuia um poder individual que o identificasse perante as nações estrangeiras. A figura do rei era desnecessária, sendo um capricho requisitado à Deus.

Eis o sucesso do povo judeu na idade média, perseguido, não unicamente, por praticar a usura e prosperar mais que cristãos, usando de capitalismo antes de Calvino, tendo os medievos que viverem em turbulência política após a queda de Roma, colocando a salvação da própria vida como uma questão mais urgente que a economia. Até informo que, não tendo o protestantismo característica judaizante (vide que a sola scriptura data da mesma veneração rabinística às escrituras), talvez o catolicismo tenha sido o descobridor do mistério da produtividade, não havendo nada em sua doutrina que impeça isso, senão a teimosia.