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O Perigo da Bondade

Título Original: O Perigo da Bondade: Porque a Lei Bíblica Importa a Todos.

O Criador tendo imprimido Sua imagem na humanidade, a justiça é frequentemente ensinada não em maneiras convencionais e escolásticas, mas de acordo com maneiras misteriosas e etéreas. Outro dia, por exemplo, eu tive um sonho no qual eu tornei-me amigo de um hamster. Ele vivia ao lado da minha casa de infância, e eu dispendia meu tempo indo visitá-lo, conversando por pouco tempo, e carregando ele na minha mão. mas então veio um momento no sonho ao qual uma terceira parte entrou. Um gato, sorrateirando de inquisitividade infantil, invadiu a cena, e antes de eu ter uma boa chance de compreender a situação, eu o encontrei pulando em direção ao meu amigo com intento nocivo.

Numa questão de segundos, o sonho se azedou: uma reação literalmente instintiva conheceu o gato com meus pés, e a força do golpe mandou ele voando para um carro, que sua cabeça acertou com uma pancada fatal. E enquanto eu olhava o gato, eu podia ver a vida fugindo de seus olhos, um olhar falecido me sondando de um pequeno rosto peludo, o peso do momento transformando minha alegria em tragédia com a qual não podia mais caminhar.

Esse sonho, é claro, não é tão fantástico como eu preferiria. Até mesmo sem hamsters e gatos, há frequentemente um perigo no bem que não pode ser negado em circunstâncias cotidianas, uma dor nascido do triunfo, e uma tragédia da justiça. Há uma mulher que eu conheço que entende essa dor bem, que lacrimeja quando eu leio as Leis de Deus (Êxodo 20-23), em reconhecimento do que poderíamos ter sido, mas todo dia escolhemos não ser. Ela não vê a conquista do bárbaro pela Lei, o estabelecimento da ordem sobre o mal, como aquela pequena República de Genoa que colocou a palavras Libertas sobre uma cadeia pública, em lembrança que liberdade é a subjugação de indivíduos e coletivos tiranos. Antes disso, ela vê violência sob violência, sangue desnecessariamente derramado, a pena da lei um amargo salve que não pode unir junto os pedaços de uma humanidade já partida. Foi fácil à primeira vista dispensar suas lágrimas como fraqueza, uma inabilidade de compreender e louvar o trabalho prático da justiça divina. Mas agora eu sei que ela lamenta porque ela está menos removida da glória que nós estamos destinados a ter, mas frustamos por quase toda ação. Sou eu quem esqueceu o Jardim do Éden.

Adicionando confusão à miséria, o doloroso processo de justiça não é nem mesmo simples. Às vezes abandona liberdade por segurança; em outras, segurança é trocada por liberdade. Há vezes que requer aceitação; outras em que necessita divisão. Em certas circunstâncias, clama por piedade; em outras, por espada. Em algumas, caridade; em outras, frugalidade. Resumindo, há sempre um preço a ser pago pelo bem, uma decisão a ser feita, gestada com adversidade, que acerta o olho destreinado com uma aparência de virtude sacrificada, quando em fato a verdadeira bondade requer que toda virtude simplesmente fique em formação. Como o sagaz sr. Chesterton disse uma vez, uma decisão é uma escolha consciente de não fazer nada mais.

É fácil ver onde essa forma de pensar leva. Toda ação tem uma reação. Toda boa jornada é um caminho novo. Desconstrua a sociedade da Lei divina, e você é deixado em um mundo onde toda ação ferroa e toda justiça é uma injustiça. O homem que gasta seu dinheiro com sua família está esfomeando crianças na África; o casal que gasta seu tempo assistindo o por do sol é negligente em encontrar e abrigar o sem-teto antes do frio chegar.

Se esse é o caso com decisões simples, então não pode ser menos sério quando justiça legal é o assunto. Quando contamos a uma mulher a manter seus votos maritais, ela pode nunca encontrar o homem que iria tratá-la melhor. Quando nós matamos um assassino, nós podemos estar exterminando o próximo Billy Graham. Quando nós não provemos um sistema de saúde universal, o doente irá falir. E quando declamarmos nós mesmos como tendo uma identidade nacional, nós necessariamente implicamos que certos tipos de homens são simplesmente indesejáveis. Em resumo, pessoas com normas universais sempre tem uma reclamação; eles são os eternamente dessatisfeitos Por qualquer que seja a decisão, sempre tem um benefício, e sempre algo é perdido. Cada movimento, cada lei, todo credo tem um preço.

A pergunta, então, se é para os homens serem justos, se sequer temos o direito de agir ou ter lei. Por que toda lei há algumas desfavoráveis consequências para alguém, certamente há alguém que pode ser tido por responsável por aquela consequência. Isso é, em essência, a própria natureza da justiça pública: responsabilidade apropriada por malfeitos e, ocasionalmente, por indevidos sofrimentos.

Quem, então, quem então é responsável? Que sofrimentos relacionados à lei precisam ser endereçados, e quais precisam ser ignorados? É fácil dizer que o poder está nas mãos do povo, que eles tem o direito de determinar qual caminho querem tomar; é popular, de fato, e eu duvido que algum homem irá sofrer perseguição por dizê-lo. Mas se homens tem uma total liberdade das normas divinas, então é justo dizer que todos são culpados.

E isso me traz a um ponto muito importante. Eu tenho ouvido muitos Cristãos dizerem, com uma indignação moralista e ignorante, que a Lei de Deus é um anacronismo, algo que perdeu toda a relevância sob a morte de Cristo, como se Jesus desceu para fazer toda ordem pecadora e todas normas ofensivas (algumas as quais, eu suponho, são normas em si mesma). Mas a Lei Mosaica é muito mais que isso. É uma declaração que devendo o homem capitanear os confins prescritos da justiça real, ele então é responsável por todos seus resultados negativos. Ela em essência declara que Deus Mesmo prefere os efeitos negativos de um sistema aos negativos de outro, e em vez de acorrentar os homens, ele os liberta em um mundo em que inovação política é um parquinho, os portões em que nenhum tirano e seus associados de boa vontade podem entrar. Ele concede ao homem as chaves de um automóvel de civilização, requerendo que ele dirija dentro das linhas e estradas pavimentadas. Quando Deus comandou justiça à viúva, ele não dizia do nosso jeito; Ele dizia do Seu, e Ele deu direções legais em como fazer de forma justa. Cristo não veio então nós descuidadosamente abandonamos Sua justiça. Ele veio para que nós a personifiquemos, e sermos desculpados de qualquer outra falsa definição (Jeremias 31:31-34).

Mas com esse entendimento vem um aviso. Assim como seguir as Leis de Deus liberam os homens de responsabilidade indireta, a desobediência requer sua culpa. Uma sociedade que recusa a defender a castidade e casamento; então é responsabilizada por cada criança abandonada. Um povo que se recusa a dar sustento para os pobres desesperados; eles então são responsáveis por todos que dentro de suas fronteiras morrem de fome. Uma nação que não respeita métodos de taxação biblicamente aprovados, e transfere riqueza para vagabundos; é então responsável por furto estatal, e o sofrimento resulta em colapso econômico. Uma comunidade que não executa o assassino e o estuprador; então são responsáveis pelo sangue derramado, e mulheres violadas (Deut. 21:1-9). Uma sociedade que dá licença ao usurário; então é responsável pelo enforcamento de um pobre preso em dívidas (Deu. 23:19). Pode ser dito que homens são julgados de acordo com seus pecados: isso muito é verdadeiro. Mas algumas vezes pecado é nada mais que a aprovação de males, consenso e proteção dadas às injustiças divinamente proibidas e o mal de outros. Em essência, há pecados coletivos tanto quanto há individuais; e pecados coletivos são meramente falhas pessoais defendidas publicamente.

Se é assim, então como exatamente a Lei Divina deixa a humanidade? Em uma palavra, livre. Nós temos responsabilidade ordenadas em uma hierarquia celestial; além destes, nós somos liderados individualmente. A própria vida sem pecados de Jesus é testamento de que o homem não precisa apoiar toda causa, nem curar toda doença, nem terminar toda pobreza; que o homem pode descansar, que ele possa ir às montanhas para comungar com seu Pai em vez de pregar aos perdidos, que ele gaste dinheiro em banquetes e aceite presentes. E considerando as fortes respostas ao mal, quando o gato injustamente ataca, porque nós entendemos a perspectiva do céu sobre auto-defesa, responsabilidade por todas as repercussões negativas são dele, não nossa. Quando o hamster clama por socorro, nós corremos em sua defesa: nós destruímos a injustiça na fonte. Nós falamos suave e carregamos um porrete; nós amamos todos os homens, e toleramos nenhum mal; nós desembarcamos o capelão nas praias da Normandia, e levamos o Evangelho aos sentenciados de morte. Porque Sião não consiste na permissão do mal. Ela resulta da presença de Deus, e do triunfo do bem sob a corrupção. Governo, como Thomas Paine observou, pode ser a insígnia da inocência perdida, mas não é em si mesmo um retrocesso; ele simplesmente reassegura um desejo coletivo em direção à restauração da humanidade. A pergunta é se sim ou não escolhemos restaurar, ou se desfiguramo-nos ainda mais; se nós caminhamos de volta para casa, ou se nós caminhamos para longe dela. E se nós somos de Cristo, não é o caminho plano?

É hora de considerarmos as palavras do Apóstolo Paulo, que toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instrução e reprovação (2 Tim 3:16). É hora de considerar as palavras de Jesus, que se amar o próximo é a suma da Lei, então a suma da Lei – da justiça de Deus, da igualdade, dos direitos e deveres inteiramente inalienáveis – é amar o próximo (Mateus 22: 34:40). Sim, salvação em si não é obtida por obras, mas pela fé sozinha em Cristo sozinho (Isaías 45:22); mas salvação muito mais que uma promessa supersticiosa: é a transformação de uma vida inteira, um caminho colocado pelo Todo-Poderoso, uma série de boas obras preparadas em avanço para os crentes fazerem (Efésios 2:8-9). Não devemos ignorar a metade da sentença de Cristo que nos faz sentir inconfortáveis: há uma porta estreita, mas também há um caminho apertado (Mateus 7:13-14).

Isso compreendido, vamos trazer a Lei na discussão, vamos arrazoar uns com os outros, vamos trabalhar juntos como membros de uma nação divina, para ver o que podemos aprender dos mandados pessoais de Deus. Ambos lados, democratas e republicanos, liberal e conservador, irão achar muita coisa aceitável e talvez muito mais até ofensivo. Mas se nós simplesmente nos recusamos a discutir as normas divinas, como podemos dizer que vivemos fielmente? O que assevera a razão, o Espírito Santo energicamente proclama – homem não pode viver apenas do pão, mas de cada palavra que vem da boca de Deus.

Traduzido daqui.