Mão de Obra

Para o proletário privado, a melhor greve é ameaçar o patrão de ir para o concorrente deixando-o com o risco de ficar sem mão de obra, mas para o proletário público é difícil largar mão dos privilégios da classe (os servidores vivem muito melhor que os pagadores de impostos, e reclamam mais), por isso a atitude é bem diferente, já que o último luta para proteger seus privilégios mesmo que o Estado não consiga explorar o contribuinte o suficiente para lhe pagar. Um por ser independente coloca-se em posição de igualdade, o patrão deve assim disputar com outros patrões rivais pelo bom empregado, subindo seu salário e boas condições de trabalho como em um leilão, o outro, por ser alienado e espremido entre governo e sindicatos, se coloca em regime de escravidão, abandona a meritocracia quando passa no concurso, e transforma um equilíbrio natural em luta política que coincidentemente sempre explode no partido rival.

Se há uma forma mais difícil e burra de resolver problemas, essa fórmula é sempre usada no Brasil. Cabe aguardar um Chris Christie para libertá-los demitindo-os.