Tigre

A popularidade do funcionalismo não é coincidência, ao governo não é necessário beleza e outras desculpas que dão para não ferir seus sentimentos ao não admití-lo (alguma dessas regras como observar a honestidade pelos olhos são comparáveis à leitura de mãos entre outras coisas digna de vídeos de leitura corporal feita por conspiracionistas), basta o concurso que ninguém mais pode reclamar que o indivíduo cheira e se veste mal. A admissão é universal porque os recursos são infindáveis e em um país que distribui desigualmente sua riqueza estética fica claro onde a maioria terá alguma chance e não se sentirá arbitrariamente julgado.

No mundo, o facebook pretende dar wi-fi de graça à estudantes e Yale já dá cursos de graça, a caridade e o lucro andam juntas já que só se pode dar o que sobra e é da atividade empreendedora a criação de riqueza do nada. Não é que o empreendedor tem o dever de praticar caridade, pois não há mérito por parte do carente, mas geralmente o fazem pois o produto vende melhor com uma face cristã. Em alguns países o governo desmonopoliza em favor de empresas atuarem no social pois não vê o empreendedor como inimigo, mas como parceiro.

Aqui o empresário médio pressionado pelo governo à investir em se adequar à legislações ambientais, ao forçoso burocrático tributário e ao bias trabalhista que vê ele como vilão de filme de James Bond, sobra uma margem de lucro pequena e um preço final exorbitante que reflete mal na popularidade do empreendedorismo. Debilitado para competir com empresas de fora, sobra apoiar o protecionismo.

Todo lucro e salário é justo, pois não é definido arbitrariamente, mas por uma série de fatores objetivos ou independentes do desejo, inversalmente ao imposto e salário mínimo, frutos da majestade da vontade humana: a lei secular. Se pudéssemos, elevaríamos o nosso próprio lucro e salário à casa milionária, como o fazem os que ditam as leis, mas temos de negociar o valor que damos a nós mesmos com o valor dos outros, e a esquerda já adivinhou que é mais fácil negociar em favor próprio com força de lei. É o consumidor que valoriza ou desvaloriza o esforço em alguma atividade, não um poder planificado ou os praticantes dessa atividade.

O brasileiro deve odiar as regras do jogo, não os jogadores, e não se resolve o problema criando mais regras para o jogo. Os amadores que só removem o valor do tributo não percebem o ambiente hostil à atividade empreendora que cai na conta do consumidor e eles mesmos são responsáveis por criaram mais hostilidade legislativa, ao fim, ao culpar o empresário pelo lucro tornam-se iguais aos que culpam tigres por comerem braços de crianças.