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Nação Robin Hood

Título Original: Imoral Além da Redenção.

Por Walter E. Williams

Benjamin Franklin, estadista e signatário da nossa Declaração da Independência, disse: “Somente um povo virtuoso é capaz de liberdade. Conforme nações se tornam corruptas e viciadas, elas tem mais necessidade de senhores.” John Adams, outro signatário, ecoou um enunciado similar: “Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é completamente inadequada ao governo de qualquer outro.” É hoje os americanos virtuosos e morais, ou nós nos tornamos corruptos e viciados? Vamos pensar isso com algumas questões.

Supomos que eu vejo uma idosa vulneravelmente encolhida numa calorosa grelha em um inverno mortal. Ela está com fome e com necessidade de abrigo e atenção médica. Para ajudar a mulher, eu caminho até você usando de intimidação e ameçaas e demando que você me dê $200. Tendo tomado seu dinheiro, então eu compro comida, abrigo e assistência médica à mulher. Serei eu ser culpado de um crime? Uma pessoa moral irá responder afirmativamente. Eu cometi furto por tomar a propriedade de uma pessoa e dar a outra.

A maioria dos americanos iria concordar que seria furto sem levar em conta o que eu fiz com o dinheiro. Agora vem a parte difícil. Continuaria sendo furto se eu fosse capaz de convencer três pessoas a concordar que eu deveria tomar seu dinheiro? E se eu conseguisse 100 pessoas a concordar – 100,000 ou 200 milhões de pessoas? E se invés de pessoalmente tomar seu dinheiro para dar assistência à mulher, eu me juntasse com outros americanos e demandasse ao Congresso a usar os agentes de Serviço de Renda a tomar seu dinheiro? Em outras palavras, pode um ato que é claramente imoral e ilegal quando realizado privadamente se tornar moral quando é feito legalmente e coletivamente? Colocando de outra forma, a legalidade estabelece moralidade? Antes de responder, tenha em mente que escravidão era legal; apartheid era legal; as leis nazistas de Nuremberg eram legais; e os purgos estalinistas e maoistas eram legais. Legalidade sozinha não pode ser o guia de pessoas morais. A questão moral é se é correto tomar o que pertence à uma pessoa para dar a outra o que não lhe pertence.

Não me entenda errado. Eu pessoalmente acredito que prestar assistência ao próximo em necessidade tirando do próprio bolso é louvável e loureável. Fazendo o mesmo tirando do bolso alheio é despicável, desonesto e digno de condenação. Algumas pessoas chamam as doações do governo caridade, mas caridade e furto legalizado são duas coisas inteiramente diferentes. Mas no que concerne à caridade, James Madison, o conhecido pai da nossa Constituição, disse, “Caridade não é parte do dever legislativo do governo.” Ao meu conhecimento, a Constituição não foi amendada para incluir caridade como um dever legislativo do Congresso.

Nossa atual crise econômica, tanto quanto a européia, é um resultado direto de uma conduta imoral. Pelo menos dois-terços à três-quartos do nosso orçamento pode ser descrito como o Congresso tomando a propriedade de um americano e dando a outro. Segurança Social, Cuidado Médico são responsáveis por aproximadamente metade do gasto federal. E então há o bem estar das corporações e subsídios agrários e milhares de outros programas de gastos, como vale alimentação, bem estar e educação. De acordo com o Departamento do Censo de 2009, aproximadamente 139 milhões de americanos – 46 por cento – recebe doações de um ou mais programas do governo, e aproximadamente 50 por cento não tem obrigações tributárias.

Em face de nossa calamidade financeira, o que nós estamos debatendo? Não é sobre a redução ou eliminação da conduta imoral que está nos levou aonde estamos. É sobre como nós vamos pagar por ela – nominalmente, tributando o rico, sem entender que mesmo se o Congresso impusesse um imposto de 100 por cento naqueles que ganham mais que $250,000 por ano,somente daria para manter o governo funcionando por 141 dias.

Ayn Rand, no seu livro A Revolta de Atlas, nos lembra que “Quando você dá como mal os meios de sobrevivência, não espere que os homens permaneçam bons.”

Traduzido daqui.