Fibra

Argumentos morais, mesmo que nítidos e comprovados, que exigem uma dose de sacrifício e sofrimento tem pouca ressonância no universo anti-heróico e egoísta da modernidade que não vê um santo sequer. As virtudes do cidadão comum baseia-se somente no pagamento de tributos e na máxima kantiana, então o que a lei não proíbe é permitido havendo sempre um pecado encobrindo o outro apagando a luz da pureza, como a perfectibilidade moral lhe soa impossível, falta-lhe o exercitar da fibra moral como se exercita qualquer músculo para superar os resquícios do barbarismo e da animalidade finalmente escapando do circulo de vícios que alimenta as injustiças anti-cristãs superando a mediocridade de seus concidadãos e se tornando verdadeiramente, digno de usar uma coroa pela eternidade como cidadão dos céus.

Não é a toa que quando se paga pessoas para serem incorruptas, como no quadro de juízes, há um grande problema do crédito que se dá ao recurso financeiro usado na moralização, é que se não há pessoas de valor, sobra somente o valor econômico atribuído a elas, de onde se nutre que pobreza é um pecado.