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Incorruptivelmente Maligno

Eu não engajo intelectualmente com apologistas do nazismo ou comunismo. Quem eu acho que não merece uma resposta, eu simplesmente não respondo. Entretanto, o instantaneamente infame “Pol Pot Revisitado” de Counterpunch tem uma passagem impactante:

As pessoas que mandam nos Estados Unidos, Europa e Russia querem apresentar todas alternativas à seu mando como ineptos, sanguinolentos ou ambos. Eles odeiam líderes incorruptíveis, seja Robespierre ou Lenin, Stalin ou Mao – E Pol Pot. Eles preferem líderes malandros e os colocam no poder.

Eu não sei se o autor está certo sobre “as pessoas no comando dos Estados Unidos, Europa e Russia.” Mas ele tem meu número. Tanto quanto sei, Robespierre, Lenin, Stalin, Mao, e Pol Pot foram extraordinariamente  incorruptíveis, e eu os odeio por essa característica.

Por quê? Porque quando seu objetivo é assassinato em massa, a corrupção salva vidas. A corrupção te seduz ao caminho mais fácil, a se conciliar, a concordar em discordar. Corrupção não é um veneno que faz tudo pior. É um agente diluidor como água. A corrupção faz políticas boas menos boas, e políticas más menos más.

Eu li milhares de páginas sobre Hitler. Eu não me lembro do registro de nenhum ínfimo sinal de “corrupção”. Como Robespierre, Lenin, Stalin, Mao e Pol Pot, Hitler era um fanático assassino sincero. O mesmo acontece para a maioria dos maiores vilões da história – Leia o clássico de Eric Hoffer, The True Believer. Sinceridade é superestimada. Se somente alguns desses monstros farisaicos tivessem sido hipócritas corruptos, milhões de suas vítimas poderiam ter barganhado e comprado sua saída do inferno.

Bryan Caplan, traduzido daqui.