Roupas

Imagine a hipótese de um homem rico estacionar um carro caríssimo o deixando de portas abertas e chave na ignição para uma visita rápida a um amigo. Momentos depois, quando retorna o carro não está mais lá – foi furtado.

Ele fez tudo o que estava em seu  direito, mas o que você pensaria desse homem?

E se ele fosse mulher e em vez do carro, fosse seu corpo?

O primeiro e mais ultrajante conselho cristão é dizer que as roupas podem importar nesse assunto. Desde que Adão e Eva se viram nus no paraíso as roupas tem importado tanto para homens como para mulheres. Existe uma razão pelo qual não andamos nus além de proteção ao ambiente natural. Isso é melhor explicado por um padre que qualquer estilista.

Todo direito deve ser protegido, não há direito que sobreviva sem prudência e cautela. Temos o direito à vida, mas evitamos certos lugares onde há muitos crimes de homicídio. Temos o direito à uma casa que compramos, mas nossas chaves – não educar da existência desse direito – impedem este direito ser violado. Em todo momento procuramos fazer o possível para evitar sermos alvos de um crime pois sabemos que criminosos não são nobres selvagens. Todos nós reconhecemos que não somos Paul Kerkey que se faz de isca para matar criminosos, o problema ocorre quando se aconselha sobre um único caso: o crime de estupro; aí toda tentativa de impor juízo vira ultraje e culpabilização da vítima.

É inegável que historicamente, povos de culturas não cristãs tenham elegido a mulher como inferior ao homem, dê-se a isso o nome de machismo ou não. Da oração judaica do “obrigado Deus por não ter me feito mulher” à venda de escravas sexuais cristãs feitas pelo ISIS a mulher é de alguma forma alvo preferencial em outras culturas. Honor killings e epidemias de estupro na Europa são crimes em que as vítimas se não todas, a maioria, são mulheres. Em caso de guerra, mulheres são vistas como prêmios do espólio ou então o próprio estupro é usado como arma para causar genocídio. Homens historicamente são raramente discriminados.

Entretanto, encontrar cristãs que reclamam de cultura do estupro é impossível, pois ser cercada de bons homens ajuda a evitar a influência do feminismo. Fora da órbita de influência do cristianismo as mulheres encontrarão situações em que serão tratadas como inferiores com mais facilidade. Isso ocorre porque no cristianismo tratar outro ser humano como inferior é pecado e não se divide a maldade humana por sexo. O próprio casamento cristão é muito mais benéfico à mulher que ao homem, que deve sacrificar-se por ela como Cristo sacrificou-se pela sua Noiva.

Se homens fossem mais cristãos e tivessem mais pais de família como exemplos do que Dan Bilzerians, o feminismo seria extinto. Assim como a lógica do casamento homossexual provém dos relacionamentos heterossexuais, o feminismo tem sido um reflexo da falta de virtude nos homens.

O cristianismo nutriu séculos de uma cultura que prioriza mulheres, criou instituições que as protegem, só podemos concluir que o cristianismo foi contra a cultura do estupro antes de feministas nascerem para combater essas mesmas estruturas de proteção.