Degeneração

Nas penas dos pais fundadores a utopia que veio a se chamar Estados Unidos estava sendo construída. São esses homens de visão futurista, que foram dadas a missão de construir um país do chão, a atual oposição à esquerda não só americana mas no mundo.

O populismo americano também tem aí sua fundação: no senso comum, na superação de tradições européias e truísmos acessíveis a todo ser humano. Sem essa inversão do modelo europeu onde uma nação se sustenta na nobreza e virtudes de seu povo e não na nobreza e virtudes de uma elite burocrata não poderíamos de nenhuma forma importar valores do ideário conservador para o eleitorado brasileiro.

Também foram as nações conservadoras que embarcaram em um projeto moralista nunca antes tentado: a abolição da escravidão. Sem esse ímpeto típico de revolucionários pela justiça talvez o mundo continuaria seguindo suas tradições bárbaras e anti-cristãs.

Cabe aos conservadores entenderem que o mundo vez ou outra exige certas posturas mais comuns aos seus rivais políticos. Que eles não estão errados de terem essas atitudes políticas mas sim de terem como objetivo afastarem-se da virtude e do bem. Quando se elimina a função redentora das Escrituras, Deus como acesso à virtude, sobra construir uma civilização fundamentada no pecado original fadada à degeneração. Temos de elogiar que para quem possui uma visão não judaica de mundo, até encontraram maestria e uma tradição.

E cabe a esquerda entender que mesmo resgatando a aristocracia estatal, se o povo fosse mau seriam apenas como anjos comandando as portas do inferno.